Clareza volumétrica e ilusão de escala
Implantada num tecido residencial tranquilo, esta moradia contemporânea revisita a tipologia da casa unifamiliar de dois pisos através de uma linguagem arquitetónica depurada.
O volume paralelepipédico é trabalhado por meio de fragmentações pontuais nos seus vértices, incorporando varandas e áreas cobertas que atenuam a leitura monolítica do edifício. Esta operação volumétrica introduz uma perceção de três pisos, uma ilusão que ajusta a escala e qualifica os espaços exteriores.
A generosidade dos vãos, superior à inicialmente prevista no loteamento, potencia a iluminação natural e reforça a continuidade entre o interior e o exterior.
A curta distância do centro urbano, esta habitação altera um loteamento prévio por forma a responder de forma rigorosa ao programa definido pelo cliente, afirmando uma interpretação contemporânea da moradia tradicional ajustada ao habitar contemporâneo.